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palestras

Conferencista: Johannes Sjöberg
(Helsinki 2004)
fatoficção.se
pretende propagar uma maior compreensão das variações
culturais do mundo e facilitar a comunicação
intercultural.
A empresa é dirigida por Johannes Sjöberg
- conferencista em antropologia social e visual, e em
artes cênicas desde 1997. As palestras, realizadas
em universidades, são apresentadas em sueco,
inglês, espanhol e português, e contam com
a projeção de filmes etnográficos.
A liberdade e o limite artístico do antropólogo
Antropólogos socais estudam os aspectos culturais
da vida humana. Seu método principal chama-se
"participação observacional".
O antropólogo social mora nas comunidades em
que está pesquisando determinada cultura durante
um longo período de tempo. O objetivo é
conseguir entender "o ponto de vista do nativo".
O resultado dessa pesquisa pode ser apresentado de várias
maneiras, sendo que a representação artística
pode ser uma delas.
Antropologia visual e filmes etnográficos
Antropologia visual é uma forma de antropologia
aplicada que utiliza filmes etnográficos para
pesquisar e apresentar outras culturas. O resultado
dessa pesquisa é apresentado como complemento
de textos antropológicos. Filmes etnográficos
também podem ser mostrados em cinemas e em televisão
para entreter, mobilizar e atingir um público
popular.
A etnoficção
A etnoficção foi introduzida como um gênero
de filmes etnográficos de Jean Rouch, antropólogo
social e cineasta etnográfico francês durante
os anos 50. Ele se sentiu limitado pelo formato acadêmico
e pelo gênero estrito de documentários
reais, e pediu a seus informantes que improvisasem uma
história em frente da câmera. Num espírito
colaborativo, uma compreensão antropológica
foi combinada com conhecimento cultural e artes cênicas.
Algums diretores fora do mundo acadêmico trabalham
de uma maneira similar, com atores sem experiência
profissional e provenientes de culturas diferentes.
Onde a improvisação cinematográfica
encontra a improvisação teatral...
A tecnologia digital em captura e edição
de imagens facilitou e tornou acessível a realização
de filmes. Este desenvolvimento criou oportunidades
para diretores e para atores experimentarem o meio ‘cinema
digital’ de uma forma que era impossível
antes da metade dos anos 90. Atores agora têm
a oportunidade de ocupar o papel de ‘diretor’
do filme digital, assim como de explorar novas possibilidades
de atuação na tela: a arte, além
de entreter e emocionar, torna-se uma ferramenta no
trabalho social, na educação e etc. A
palestra abordará este recente desenvolvimento
tecnológico com exemplos dos gêneros que
equilibram-se no limite estreito entre fato e ficção,
no qual a improvisação cinematográfica
encontra a improvisação teatral.
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